domingo, 5 de outubro de 2008

Um Brinde!

Celebremos a busca da verdade,
Fim das ilusões.

O triste ocaso da morte
do sonho etéreo.

Celebremos os encontros efêmeros
E os desencontros turbulentos.

O fim dos dias mornos de tédio
E das noites frias de agonia.

Celebremos a canção não ouvida,
A palavra calada,
O momento não chegado.

Celebremos o amor avesso...

A raiva contida.
A mágoa afogada.

Celebremos o egoísmo tanto
que rompe o laço.

Celebremos a dor e o pranto
que dilacera o baço.

Celebremos a página branca
que aguarda o traço.

E num piscar de olhos,
Celebremos o seu oposto, nascente e puro.
Aquele que dissolve o ego.

Uno de dois seres distantes.
Precursor de um tempo cego.

André de Moraes – Fevereiro de 2007

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