Celebremos a busca da verdade,
Fim das ilusões.
O triste ocaso da morte
do sonho etéreo.
Celebremos os encontros efêmeros
E os desencontros turbulentos.
O fim dos dias mornos de tédio
E das noites frias de agonia.
Celebremos a canção não ouvida,
A palavra calada,
O momento não chegado.
Celebremos o amor avesso...
A raiva contida.
A mágoa afogada.
Celebremos o egoísmo tanto
que rompe o laço.
Celebremos a dor e o pranto
que dilacera o baço.
Celebremos a página branca
que aguarda o traço.
E num piscar de olhos,
Celebremos o seu oposto, nascente e puro.
Aquele que dissolve o ego.
Uno de dois seres distantes.
Precursor de um tempo cego.
André de Moraes – Fevereiro de 2007
domingo, 5 de outubro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário